Boletim Epidemiológico de Saúde - Esquitossomose Mansônica: Doênça transmisível ao ser humano
ESQUISTOSSOMOSE é uma doença causada pelo Schistosoma mansoni, parasita que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que necessita de caramujos de água doce como hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo evolutivo.
COMO SE TRANSMITE
A transmissão desse parasita se dá pela liberação de seus ovos através das fezes do homem infectado. Em contato com a água, os ovos eclodem e libertam larvas que morrem se não encontrarem os caramujos para se alojar. Se os encontram, porém, dão continuidade ao ciclo e liberam novas larvas que infectam as águas e posteriormente os homens penetrando em sua pele ou mucosas. Com um período de incubação de 1-2 meses após a infecção.
SINAIS, SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
No momento da contaminação pode ocorrer uma reação do tipo alérgica na pele com coceira e vermelhidão, desencadeada pela penetração do parasita. Esta reação ocorre aproximadamente 24 horas após a contaminação. Após 4 a 8 semanas surge quadro de febre, calafrios, dor-de-cabeça, dores abdominais, inapetência, náuseas, vômitos e tosse seca. Ao examinar o portador da parasitose nesta fase pode encontrar o fígado e baço aumentado e ínguas pelo corpo que normalmente desaparecerem em poucas semanas. Dependendo da quantidade de vermes, a pessoa pode se tornar portadora do parasita sem nenhum sintoma, ou ao longo dos meses apresentar os sintomas da forma crônica da doença: fadiga, dor abdominal em cólica com diarréia intermitente ou disenteria.
TRATAMENTO
O tratamento de escolha com antiparasitários, substâncias químicas que são tóxicas ao parasita. Atualmente existem três grupos de substâncias que eliminam o parasita, mas a medicação de escolha é o Praziquantel, que se toma sob a forma de comprimidos na maior parte das vezes durante um dia. Isto é suficiente para eliminar o parasita, o que elimina também a disseminação dos ovos no meio ambiente. Naqueles casos de doença crônica as complicações requerem tratamento específico.
EVENÇÃO
Por se tratar de doença de acometimento mundial os órgãos de saúde pública (OMS – Organização Mundial de Saúde - e Ministério da Saúde) possuem programas próprios para controlar a doença. Basicamente as estratégias para controle da doença baseiam-se em:
· Identificação e tratamento de portadores.
· Saneamento básico (esgoto e tratamento das águas) além de combate do molusco hospedeiro intermediário.
· Educação em saúde.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Através do banco de dados do Sistema de informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE), nosso município registrou cerca de 950 atendimentos, sendo que dessas amostras 91,75% não continham ovos e 1,65% outras verminose, desses 80 casos foram positivos, com 75 deles tratados em 2010. Não ouve registro de casos grave. Contudo, a equipe de endemias recomeçou os trabalhos em 2010, onde por motivo de reforma no laboratório, não realizou-se análises das amostras no período de 2008 a 2009.
Boletim Epidemiológico de Saúde
Tabela 1 – Nº de casos suspeitos e/ou confirmados de agravos de notificação compulsória e de interesse nacional. Coité do Nóia, Jan a Dez de 2010 teve um grande aumento de casos notificados e confirmados de dengue comparado ao ano de 2009.
|
Agravo |
2009 |
2010 |
||
|
Susp. |
Conf. |
Susp. |
Conf. |
|
|
Dengue |
13 |
02 |
216 |
72 |
|
Atendimento Anti-Rábico |
25 |
25 |
15 |
15 |
|
Hepatites Virais |
08 |
05 |
02 |
00 |
|
Intoxicação Exógena |
04 |
03 |
00 |
00 |
|
Chagas |
02 |
00 |
24 |
00 |
|
Tuberculose |
02 |
02 |
02 |
02 |
|
Varicela |
02 |
02 |
19 |
19 |
|
Doença Exantematica Rubéola Hanseníase Eventos A. Pós-Vacinação |
02
00 --- |
00
00 --- |
01
01 00 |
00
01 00 |
|
TOTAL |
58 |
39 |
280 |
97 |
FONTE: SINAN/SMS
*Dados sujeitos a revisão.
Tabela 2 – Número de doses aplicadas e percentuais de cobertura vacinal em crianças menores de 01 ano. Coité do Nóia, Jan a Dezembro de 2010.
|
VACINA |
2010 Meta: 261 IBGE* |
2010 Meta: 185 SINASC* |
||
|
Doses aplicadas |
% |
Doses aplicadas |
% |
|
|
BCG 3ºdose- |
124 |
47,51 |
124 |
67,03 |
|
Hepatite B |
166 |
63,60 |
166 |
89,73 |
|
Contra Pólio |
181 |
63,35 |
181 |
97,84 |
|
Tetravalente |
185 |
70,88 |
185 |
100,00 |
|
2º dose- Rotavírus |
185 |
70,88 |
185 |
100,00 |
|
Tríplice Viral (01 ano) |
Doses Aplicadas:
|
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FONTE: API-SMS/SINASC-PORTAL ANALISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE
Nascidos Vivos
Neste I semestre/2010, com base no SINASC/SIAB/SMS nasceram 137 crianças. Dessas:
ü Nasceram de baixo peso:
11 RN com peso menor de 2.500(Kg)
ü São mães adolescentes;
(83 gestantes entre 12 a 19 anos).
ü Tipo de parto: Vaginal: 46/ Cesário: 33 Ign: 58
(dados referentes à SINASC/SIAB/SMS).
Mortalidade
Ao Confrontar os sistemas SIM e SIAB, foram observadas algumas diferenças em termos de quantidade de registros notificados, no Sistema de Informação sobre mortalidade (Sim) obtivesse 51 óbitos enquanto que no Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), foram 58 óbitos. Dado correspondente de jan a Dez de 2010.
A mortalidade geral neste ano corresponde a um coeficiente de 5.2/1.000 hab. Com ocorrência de 02 óbitos menores de ano, com taxa de mortalidade infantil 14.5/.1000NV, 02 óbitos em Mulheres em Idade Fértil (MIF), ambos investigados, não havendo assim, óbito materno.
Edilene Soares de Araújo
Coordenadora M. de Vigilância Epidemiológica
Núcleo Municipal de Vigilância Epidemiológica
Secretaria Municipal de Saúde
Coité do Nóia – CEP: 57.325-000
Telefone: (082) 3526-1289