Boletim Epidemiológico de Saúde - Esquitossomose Mansônica: Doênça transmisível ao ser humano

17/02/2011 00:00

 

   ESQUISTOSSOMOSE é uma doença causada pelo Schistosoma mansoni, parasita que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que necessita de caramujos de água doce como hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo evolutivo.

 

COMO SE TRANSMITE

         

       A transmissão desse parasita se dá pela liberação de seus ovos através das fezes do homem infectado. Em contato com a água, os ovos eclodem e libertam larvas que morrem se não encontrarem os caramujos para se alojar. Se os encontram, porém, dão continuidade ao ciclo e liberam novas larvas que infectam as águas e posteriormente os homens penetrando em sua pele ou mucosas. Com um período de incubação de 1-2 meses após a infecção.      

 

SINAIS, SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

               

         No momento da contaminação pode ocorrer uma reação do tipo alérgica na pele com coceira e vermelhidão, desencadeada pela penetração do parasita. Esta reação ocorre aproximadamente 24 horas após a contaminação. Após 4 a 8 semanas surge quadro de febre, calafrios, dor-de-cabeça, dores abdominais, inapetência, náuseas, vômitos e tosse seca. Ao examinar o portador da parasitose nesta fase pode encontrar o fígado e baço aumentado e ínguas pelo corpo que normalmente desaparecerem em poucas semanas. Dependendo da quantidade de vermes, a pessoa pode se tornar portadora do parasita sem nenhum sintoma, ou ao longo dos meses apresentar os sintomas da forma crônica da doença: fadiga, dor abdominal em cólica com diarréia intermitente ou disenteria.

    

 

TRATAMENTO

 

          O tratamento de escolha com antiparasitários, substâncias químicas que são tóxicas ao parasita. Atualmente existem três grupos de substâncias que eliminam o parasita, mas a medicação de escolha é o Praziquantel, que se toma sob a forma de comprimidos na maior parte das vezes durante um dia. Isto é suficiente para eliminar o parasita, o que elimina também a disseminação dos ovos no meio ambiente. Naqueles casos de doença crônica as complicações requerem tratamento específico.         

  

EVENÇÃO

          Por se tratar de doença de acometimento mundial os órgãos de saúde pública (OMS – Organização Mundial de Saúde - e Ministério da Saúde) possuem programas próprios para controlar a doença. Basicamente as estratégias para controle da doença baseiam-se em:

·          Identificação e tratamento de portadores.  

·          Saneamento básico (esgoto e tratamento das águas) além de combate do molusco hospedeiro intermediário.

·          Educação em saúde.

 

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

           Através do banco de dados do Sistema de informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE), nosso município registrou cerca de 950 atendimentos, sendo que dessas amostras 91,75% não continham ovos e 1,65% outras verminose, desses 80 casos foram positivos, com 75 deles tratados em 2010. Não ouve registro de casos grave. Contudo, a equipe de endemias recomeçou os trabalhos em 2010, onde por motivo de reforma no laboratório, não realizou-se  análises das amostras no período de 2008 a 2009.

 

Boletim Epidemiológico de Saúde

 

Tabela 1 – Nº de casos suspeitos e/ou confirmados de agravos de notificação compulsória e de interesse nacional. Coité do Nóia, Jan a Dez de 2010 teve um grande aumento de casos notificados e confirmados de dengue comparado ao ano de 2009.

 

 

Agravo

2009

2010

Susp.

Conf.

Susp.

Conf.

Dengue

13

02

216

  72

Atendimento Anti-Rábico

25

25

15

15

Hepatites Virais

08

05

02

00

Intoxicação Exógena

04

03

00

00

Chagas

02

00

24

00

Tuberculose

02

02

02

02

Varicela

02

02

19

19

Doença Exantematica Rubéola

Hanseníase                   

Eventos A. Pós-Vacinação

02

 

00     

---

00

 

00

---

01

 

   01

00

00

 

   01

00

TOTAL

58

39

280

97

FONTE: SINAN/SMS

*Dados sujeitos a revisão.

 


Tabela 2 – Número de doses aplicadas e percentuais de cobertura vacinal em crianças menores de 01 ano. Coité do Nóia, Jan a Dezembro de 2010.

 

 

 

VACINA

2010

Meta: 261

IBGE*

2010

Meta: 185

SINASC*

Doses aplicadas

%

Doses aplicadas

%

 BCG

3ºdose-

124

47,51

124

67,03

Hepatite B

166

63,60

166

89,73

Contra Pólio

181

63,35

181

97,84

Tetravalente

185

70,88

185

100,00

2º dose-

Rotavírus

185

70,88

185

100,00

Tríplice Viral

(01 ano)

Doses Aplicadas:

 

FONTE: API-SMS/SINASC-PORTAL ANALISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE

 

Nascidos Vivos

 

                Neste I semestre/2010, com base no SINASC/SIAB/SMS nasceram         137 crianças. Dessas:

ü   Nasceram de baixo peso:

11 RN com peso menor de 2.500(Kg)

ü  São mães adolescentes;

(83 gestantes entre 12 a 19 anos).

ü  Tipo de parto: Vaginal: 46/ Cesário: 33 Ign: 58

(dados referentes à SINASC/SIAB/SMS).

 

 

Mortalidade

 

Ao Confrontar os sistemas SIM e SIAB, foram observadas algumas diferenças em termos de quantidade de registros notificados, no Sistema de Informação sobre mortalidade (Sim) obtivesse 51 óbitos enquanto que no Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), foram 58 óbitos. Dado correspondente de jan a Dez de 2010.

A mortalidade geral neste ano corresponde a um coeficiente de 5.2/1.000 hab. Com ocorrência de 02 óbitos menores de ano, com taxa de mortalidade infantil 14.5/.1000NV, 02 óbitos em Mulheres em Idade Fértil (MIF), ambos investigados, não havendo assim, óbito materno.

Edilene Soares de Araújo

Coordenadora M. de Vigilância Epidemiológica

 

Núcleo Municipal de Vigilância Epidemiológica

Secretaria Municipal de Saúde

Coité do Nóia – CEP: 57.325-000

Telefone: (082) 3526-1289